WORKSHOP 
 

História da Arte
 

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A espacialidade na pintura da
pré-história à contemporaneidade


MINISTRANTE

Giovana Dantas

Este workshop apresenta uma síntese do estudo da espacialidade na pintura que vem sendo alvo de constantes reformulações nas práticas e teorias estéticas contemporâneas. A pintura como ação, e como meio de expressão simbólica, além de ter códigos diferenciados nas várias culturas do planeta, ao longo da história, não permaneceu estática nas suas concepções técnicas e estéticas.

Giovana Dantas

Artista Plástica; Doutora em Artes Cênicas e graduada em Artes Visuais pela UFBA; Profa. do Instituto Federal da Bahia-IFBA; Profa. do Curso de Licenciatura em Artes Visuais-UNEB-PARFOR-CAPES, desde 2010.

A espacialidade na pintura da pré-história à contemporaneidade.

A construção de uma espacialidade estética na pintura já se verifica a partir do Paleolítico Superior da Pré-História (30.000 a 10.00 aC.). O desenho da "mão em negativo" nas paredes das cavernas, uma das primeiras manifestações da imagem na história da humanidade, possui a sua referência de espacialidade.

Na representação do espaço pictórico durante a Idade Média é notável o distanciamento da ideia de perspectiva. Na pintura desse período, há uma superfície delimitada pela margem do quadro que deve ser preenchida. Pensar a pintura como representação mimética da realidade, que oculta as convenções de sua construção, faz parte de uma tradição que se inicia no Renascimento e se estende até o século XIX. Essa ideia vai ser contestada pela arte moderna. A representação espacial na pintura, que tem como princípio a perspectiva geométrica, passa por significativas transformações no início do século XX. A criação da perspectiva linear pelo Renascimento italiano foi um processo complexo, que se estendeu por séculos. Cada período desenvolve seu próprio método de "ver" o mundo, seja sob influência científica, tecnológica ou religiosa.

O Barroco, por sua vez, se desenvolve em um período de instabilidade social e política, o que se reflete na vida cultural. Os espaços de luz e sombra do Barroco prenunciam as fragmentações que irão aparecer na Arte Moderna. A proposta cubista de fragmentação e montagem de planos concedia ao olhar do espectador uma simultaneidade de diferentes pontos de vista de um só objeto. Os pintores cubistas sistematizaram um tipo de abordagem do espaço na pintura que coloca o espectador num contexto de mobilidade visual, de uma experiência múltipla na contemplação do seu universo.

A pintura, no início do século XX, se distancia da representação ilusionista. Os artistas desse período se colocam radicalmente contra o naturalismo de matriz renascentista. Hoje, as tecnologias têm um papel fundamental na formação de novos gêneros e práticas de caráter híbrido. De diferentes maneiras, as obras que resultam de uma multiplicidade de linguagens, associadas às possibilidades das novas tecnologias, abre o campo da arte para infinitas possibilidades.

Hoje, as tecnologias têm um papel fundamental na formação de novos gêneros e práticas de caráter híbrido. De diferentes maneiras, as obras que resultam de uma multiplicidade de linguagens, associadas às possibilidades das novas tecnologias, abre o campo da arte para infinitas possibilidades. É nesse sentido que as tecnologias da fotografia, do cinema, do vídeo e da computação engendram novos gêneros e são empregadas em consonância com um "espaço em obra".

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