SEMINÁRIO 
 

Lina Bo Bardi, 60 anos do MAM e 40 anos das Oficinas do MAM.

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MEDIADORA

Júlia Bitencourt


CONVIDADOS

Chico Liberato
Pasqualino Magnavita
Juarez Paraíso
Renato Anelli

No dia 27 de novembro acontece o seminário de abertura do projeto Oficinas do MAM-BA, celebrando as contribuições da arquiteta Lina Bo Bardi, os 40 anos das Oficinas do MAM-BA e os 60 anos do Museu. O evento conta com a participação de três grandes artistas que deixaram suas marcas na história do Museu, através da iniciativa que tiveram no final da década de 70, na criação das “Oficinas de Arte em Série”, como antes eram conhecidas as “Oficinas do MAM”: Chico Liberato, Juarez Paraíso e Pasqualino Magnavita. O Seminário também contará com a participação do conselheiro do Instituto Bardi, o arquiteto urbanista Renato Anelli  e mediação da consultora artística Júlia Bitencourt.

Júlia Bitencourt

Júlia Bitencourt é consultora artística, curadora independente e designer de interiores de formação. Começou a atuar no universo das artes visuais ainda no âmbito da universidade.  Desde 2019, trabalha no setor de pesquisa e acervo do Instituto Mario Cravo Neto.

Chico Liberato

Autodidata. Pintor, desenhista e cineasta. Fez sua primeira exposição no MAM, Rio de Janeiro, numa coletiva dos alunos de Ivan Serpa e Domenico Lazarini, em 1963. Entre 1979 e 1991, dirigiu o Museu de Arte Moderna da Bahia e coordenou a área de Artes Visuais e Multimeios da Diretoria de Imagem e Som da Fundação Cultural do Estado da Bahia. Um dos idealizadores das Oficinas de Arte em Série, como eram conhecidas as Oficinas do MAM.

Pasqualino Magnavita

Doutor em Arquitetura pela Universidade de Roma, Fundador e Professor da Faculdade de Arquitetura da UFBA, integra o quadro docente permanente do Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia, ministrando disciplinas no Mestrado e Doutorado. Pró-Reitor e Professor Emérito da Universidade Federal da Bahia (2001) é um dos criadores das Oficinas de Arte em Série, como eram conhecidas as Oficinas do MAM.

Juarez Paraíso

Escultor, pintor, gravador, desenhista, professor brasileiro, e imortal da Academia de Letras da Bahia cadeira 39. Em mais de 60 anos de atividade como artista plástico, ele reúne inúmeras exposições, prêmios, esculturas em espaços abertos em muitos pontos do Brasil, além de obras adquiridas por museus internacionais. Juarez Paraíso foi um dos idealizadores das Oficinas de Arte em Série, como antes eram chamadas as Oficinas do MAM.

Renato Anelli

Arquiteto Urbanista, Mestre em História, Doutor em História da Arquitetura e Professor Titular Sênior do Instituto de Arquitetura e Urbanismo da USP. Conselheiro atuante no Instituto Lina Bo e P. M. Bardi. Representa o Instituto de Arquitetos do Brasil no Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (2019-2021).

MAM. Um grande celeiro das artes visuais na Bahia.

Estas Oficinas tinham como objetivo criar um espaço livre onde as diversas manifestações das artes gráficas pudessem interagir, pesquisar, estimulando a participação, livre iniciativa e à experimentação na formação de novos artistas, criando um ponto de encontro onde os artistas poderiam ter com referência para trocas de experiência, pesquisas e experimentos servindo ainda como atelier para aqueles que necessitassem de espaços e equipamentos disponível nas oficinas.

 

Ao longo destes 40 anos das Oficinas do MAM, iniciaram e profissionalizaram centenas de novos artistas e contribuíram para o aperfeiçoamento de outros tantos, muitos destes usaram as instalações para produzirem seu projeto uma vez que os equipamentos ali instalados são de difícil obtenção pelos seus custos e espaços requeridos. Passaram nomes como: Francisco Liberato, Heitor Reis, Solange Farkas, Stella Carrozzo, Marcelo Rezende e Zivé Giudice, Florival Oliveira, Justino Marinho, Francisco Liberato, Zú Campos, Juarez Paraíso, Antônio Portela, Danillo Barata, Eliane Muniz, Felix Toro, dentre muitos outros.

O Seminário também contará com a participação do conselheiro do Instituto Bardi, o arquiteto urbanista Renato Anelli, trazendo a relevante contribuição da primeira diretora do MAM-BA, a arquiteta e design Lina Bo Bardi, que foi a responsável pela restauração de todo o acervo arquitetônico do Solar do Unhão onde foi instalado o Museu de Arte Moderna.

De Engenho de cana-de-açúcar, residência de famílias abastadas, entreposto comercial, fábrica de fumo e tabaco, e de derivados de cacau; alambique, trapiche (tipo de mercado), cortiço, depósito de combustível e de explosivo, quartel de fuzileiros navais (durante a segunda guerra), a um grande celeiro das artes visuais na Bahia. Uma longa história que foi restaurada e usada como referências para a arquitetura do MAM, cuja primeira diretora, uma italiana de ideias revolucionárias e portadora da arte moderna que chegava ao Brasil à época, Lina Bo Bardi, dizia que não era um museu, mas sim uma Escola em Movimento.

Oficinas do MAM - 2020 ©  por Alltera Comunicação